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DIAGNÓSTICO GENÉTICO PRÉ-IMPLANTACIONAL

PGD apenas pode ser realizado em embriões obtidos por fertilização in vitro (em um laboratório). Isto significa que este teste sempre é conduzido simultaneamente a um ciclo de fertilização in vitro.

Fertilização In Vitro (breve resumo)

A paciente recebe medicação para estimular a produção de múltiplos óvulos.

  • A coleta dos óvulos é feita por uma agulha guiada por ultrassom.

  • Os óvulos então sofrem uma injeção intracitoplásmica (ICSI) de esperma, independente da qualidade dos espermatozóides do marido, para evitar possível contaminação genética por outro espermatozóide que adira à membrana do óvulo. Os óvulos injetados são colocados na incubadora para permitir a fertilização e o crescimento do embrião até o estágio de 6-10 células.

  • Neste ponto, uma ou duas células do(s) embrião(embriões) serão biopsiadas e o PGD será conduzido.

  • Os embriões normais são transferidos para o útero da mãe no dia 4-5 após a coleta dos óvulos.

  • Biópsia de Embriões

    Para possibilitar a seleção de um embrião humano antes de sua transferência para o útero, é possível remover uma ou duas células de um embrião no estágio de 6-10 múltiplas células sem comprometê-lo, para que o material genético nestas células possa ser analisado. É importante observar que em uma análise genética rotineira geralmente há centenas de células disponíveis para processamento, entretanto, na biópsia de embriões, normalmente apenas uma ou duas células estão disponíveis, as quais deverão conter um núcleo para permitir a determinação da situação genética do embrião. O método da biópsia é relativamente descomplicado, porém isto não significa que seja um procedimento de fácil execução. Tipicamente, os embriões são biopsiados no estágio pré-implantacional, no terceiro dia de desenvolvimento. Neste ponto, o embrião será composto por entre 4 e 12 células que já são distintas umas das outras. No terceiro dia, contudo, células isoladas podem ser removidas individualmente sem afetar as células adjacentes no embrião. Contudo, no mais tardar ao 4º dia, o embrião começa a compactar-se, um processo pelo qual as células individuais perdem seu contorno distinto e tornam-se mais intimamente associadas umas com as outras.

    Remoção de Células

    Neste ponto, o embrião ainda está envolvido por uma membrana glicoprotéica, a zona pelúcida, e, para remover qualquer célula, esta membrana deverá primeiro ser perfurada. Isto pode ser conseguido tanto usando um meio de cultura acidificada que "dissolve" a zona pelúcida no local onde é aplicado quanto - o método mais conveniente - um orifício pode ser feito com laser, permitindo que uma micro pipeta de vidro seja inserida para extrair a célula. O orifício que é perfurado geralmente é um pouco menor do que a célula em si e isto ajuda a manter a integridade do embrião dentro de sua membrana durante o futuro desenvolvimento in vitro. Durante a manipulação em um microscópio invertido, o embrião é mantido em um meio de cultura aquecido que permite que as células sejam removidas com um mínimo de trauma para o embrião como um todo. Não há registro que a remoção de até um quarto do embrião prejudique seu desenvolvimento futuro, pois o embrião consegue compensar a perda de algumas células neste estágio inicial de desenvolvimento. Todas as células neste estágio ainda são totipotentes, o que significa que cada uma é capaz de se desenvolver em um embrião completo.



    Biópsia de Embriões (ilustração)

    Análise

    Uma vez que uma célula isolada (um blastômero) seja removida, ela é fixada a uma lâmina de vidro para análise cromossômica ou colocada em um pequeno tubo de solução tampão para o diagnóstico de um gene isolado. As células são então analisadas utilizando-se técnicas denominadas hibridização in situ por fluorescência (FISH) ou análise de DNA. Durante a análise genética, geralmente deixa-se que os embriões se desenvolvam até o estágio do quinto dia, quando estarão no final do estágio de mórula, ou blastocístico. Os embriões que estiverem livres de anormalidades genéticas serão então implantados na cavidade uterina.

    Outras Questões

    Subdiagnóstico

    Subdiagnóstico pode ocorrer devido ao mosaicismo do embrião. Alguns embriões podem conter blastômeros (as células produzidas pela mitose [divisão] de um óvulo fertilizado) que são geneticamente normais e, no mesmo embrião, outros blastômeros que são anormais. Isto é denominado mosaicismo. Por esta razão, um diagnóstico pode ser incorreto. Isto pode resultar no implante de um embrião que carregue a anormalidade cromossômica ou no não implante de um embrião normal.

    Erros durante o teste também podem resultar em subdiagnóstico. Técnicas inadequadas de fixação de células, erros de desnaturação do DNA, perda alélica ou amplificação de DNA contaminado podem levar a um diagnóstico incorreto.

    Um relatório recente da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia (European Society of Human Reproduction and Embryology - ESHRE) documentou os resultados do diagnóstico PGD de 25 membros da associação de 1999 a 2001. Houve 8 subdiagnósticos confirmados em 451 PGD embriões testados; 1% (3/305) causado por análises cromossômicas e and 3,4% (5/146) por desordens de um único gene.

    Há riscos associados ao PGD?

    As técnicas de micro manipulação utilizadas na biópsia do blastômero são seguras, com pouco risco para o embrião. O risco de danos acidentais ao embrião durante a biópsia é inferior a 1%. Não há risco para o embrião após a análise cromossômica ou de defeito de único gene, pois as células analisadas não são recolocadas no embrião. Pode haver uma probabilidade levemente menor de implante após a biópsia de um embrião em comparação a um embrião que não tenha sido biopsiado. Outros riscos podem tornar-se aparentes ao longo do tempo, contudo são grandemente compensados pelos benefícios potenciais para cada casal.

    Procedimentos da Fertilização Laboratorial de Embriões

    Quem Cuida dos Óvulos, Espermatozóides e Embriões na Fertilização Laboratorial In Vitro (IVF)?


    O embriologista é responsável pela cultura, manutenção e proteção das pacientes, óvulos, espermatozóides e embriões. Após receber treinamento especializado e satisfazer as exigências para a certificação laboratorial em tecnologia reprodutiva, o embriologista: a) administra toda a operação do laboratório, inclusive a manutenção e monitoração do equipamento; b) prepare-se para, e participa de, procedimentos clínicos, tais como a coleta de óvulos e o implante de embriões; c) executa as técnicas reprodutivas assistidas para atingir a fertilização e o desenvolvimento do embrião; d) documenta e registra todos os eventos laboratoriais relacionados ao ciclo de tratamento de uma paciente; e, e) integra a equipe multidisciplinar do tratamento.

    Qual é a Sequência dos Eventos no Laboratório para um Ciclo de IVF Envolvendo PGD?

    Quando uma paciente inicia um ciclo de tratamento, um plano específico é desenvolvido e estabelecido no Laboratório de IVF. Os elementos do plano tratam das seguintes questões: o procedimento de fertilização, quantos óvulos são esperados; se a paciente desejará congelar os embriões excedentes fertilizados.

    No dia antes da coleta de óvulos, o meio de cultura é preparado. Os recipientes com cultura que conterão os óvulos e os tubos de ensaio nos quais os espermatozóides serão processados são rotulados e respectivamente colocados na incubadora e em espaços de trabalho exclusivos. Um prontuário laboratorial é preparado para a paciente para confirmar sua identidade e a amostra de sêmen utilizada na preparação dos espermatozóides para a fertilização de seus óvulos, para registrar todos os óvulos e embriões e para registrar os nomes dos embriologistas e do médico e as técnicas e procedimentos por eles conduzidos, confirmar a identidade da paciente no momento do implante do embrião e registrar o meio de cultura utilizado no ciclo da paciente para satisfazer exigências de segurança e controle de qualidade.

    No momento da coleta de óvulos, a identidade da paciente é confirmada e seus óvulos são colocados nas lâminas rotuladas com seu nome. A amostra de sêmen correspondente é aceita após a identificação no rótulo do recipiente com a amostra ser confirmada e registrada no prontuário da paciente. Os espermatozóides com maior motilidade são isolados da amostra de sêmen pelo procedimento de "swim-up". Seguindo o plano do tratamento, após a confirmação das identidades dos óvulos e dos espermatozóides, os óvulos são injetados com espermatozóides entre duas e oito horas após sua coleta.

    Após um período de incubação de 15-18 horas, os óvulos são examinados para determinar se ocorreu a fertilização. A fertilização é confirmada quando são observados dois pró-núcleos (um proveniente do espermatozóide e outro do óvulo). Nas próximas 24 horas, o início da divisão celular é confirmado. O óvulo, com a união dos complementos genéticos de cada um dos pais, se dividirá em duas células e cada uma delas pode dividir-se em duas células. Desta forma, o embrião expande em número de células e estágio de desenvolvimento - o óvulo tornou-se um embrião. No 3º dia após a coleta dos óvulos, os embriões podem ser selecionados para implante. Caso haja óvulos fertilizados ou embriões excedentes, poderão ser congelados e armazenados para uso potencial em um ciclo futuro.

    O estudo mais longo conduzido com crianças nascidas de fertilização in vitro e tratamentos relacionados é tranquilizador em termos de quocientes de inteligência e saúde psicológica. Subsidiado pela União Européia, o estudo envolveu mais de 1.500 crianças do Reino Unido, Bélgica, Suécia, Dinamarca e Grécia, que foram acompanhadas até completarem 5 anos. Os pesquisadores avaliaram o desenvolvimento físico, as relações familiares e o desenvolvimento intelecto-psicológico e social.

    Não houve diferenças da norma em relação a peso e altura ao nascimento, tampouco em inteligência, capacidades lingüísticas e motoras; ou ainda em comportamento e temperamento.


    Disclaimer

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